Sugar é um reflexo natural de todos os bebês desde a vida intrauterina, tal reflexo é de suma importância para o desenvolvimento orgânico e psíquico de todas as crianças. Principalmente no primeiro ano de vida a sucção é um ato fisiológico, os bebês dependem dela para se alimentar e sobreviver, sugar promove a liberação de endorfina, promovendo bem-estar e sensação de prazer na amamentação.

Vale ressaltar aqui que o processo de sucção no seio materno é diferente de bicos artificiais, como o de mamadeiras e de chupetas. O uso da chupeta é algo cultural e acessível, a imagem de um bebê usando uma é quase automática, e muitas mamães chegam a levar uma na bolsa da Maternidade. Sua introdução deve ser feita após a aprendizagem de sucção do bebê em seio materno, depois que o processo de amamentação já foi estabelecido. Em inglês ela é chamada de pacifier, tem o objetivo de “pacificar” a criança, isso é, organizá-la imediatamente em um episódio de choro ou de dor.

Existem algumas contraindicações do uso, como estudos que alegam que o uso da chupeta está associado a dificuldades na amamentação, e em um tempo mais curto de aleitamento exclusivo no seio materno. Este fato acabou sendo decisivo para que a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) optassem como recomendação oficial não utilizar bicos e chupetas desde o nascimento, pois o tempo de duração do aleitamento materno influi diretamente na saúde do bebê e da mãe, e quanto mais tempo a amamentação durar, mais saúde para ambos. Esta orientação é compartilhada pelo Ministério da Saúde do Brasil que desde 1990 optou pela implantação da Iniciativa Hospital Amigo da Criança, que tem como regra a não utilização de bicos, mamadeiras e chupetas em alojamento conjunto.

O uso prolongado da chupeta também afeta a oclusão dentária, causando deformação na formação da arcada, problemas na mastigação, e até prejudicando o desenvolvimento da linguagem oral. Pode afetar também a respiração oral da criança, provocando infecções como as de ouvido, rinite e amigdalite.

A higiene do produto deve ser cautelosa, ela pode ser a causa de doenças como o “sapinho”, e verminoses. Muita atenção na manutenção e limpeza da chupeta, sem falar que a água fervida pode entrar nos furinhos do bico, e se ela é oferecida logo após a limpeza para a criança, pode queimar a sua boca. Sem falar nos materiais plásticos de sua confecção, que podem fazer extremamente mal a saúde.

Bebês choram, e muito, se desorganizam com facilidade no meio da rotina, ter a ajuda de um objeto facilita muito a vida das famílias. Mas entender a chupeta como um botão de mute, não será de grande serventia a longo prazo. O ideal é que quando a linguagem oral esteja instalada a chupeta saia de cena, pois tampona a fala e o crescimento subjetivo do bebê, se ele já fala sobre ele mesmo e sobre o que quer, já é “grandinho” o suficiente para parar de usar a chupeta!

Existem outras formas de se acalmar um bebê aflito, como colocar no colo, acalentar e dar carinho. Posteriormente mordedores podem ser usados para conter a fase oral, e evitar até o uso dos dedos na boca, por exemplo.

É sempre bom para todos os pais colocar na balança os prós e os contras, no caso da chupeta, infelizmente existem mais efeitos deletérios de que benefícios para a saúde dos bebês. Tudo que é oferecido em excesso não faz bem, e toda decisão feita com informação promove o bom uso dos artifícios que estão a disposição no mercado para as crianças pequenas.

Beijos e até logo,

Luiza.

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