Eu nunca tinha ouvido falar de Dislipidemia até minha endocrinologista, numa consulta, ter proferido esse nome.

Convenhamos, são tantos os distúrbios físicos e emocionais que até os muito bem informados têm dificuldade de conhecer e de prevenir as mais diversas enfermidades.

Mas de colesterol e de triglicérides eu acredito que você já deva ter ouvido falar.

Então saiba que a tal da “dislipidemia” é uma doença que acontece quando um desses dois, ou ambos, estão em dosagem elevada no nosso organismo.

Ela é silenciosa! Traiçoeira! Fica lá, quietinha, por um longo tempo, prejudicando e causando sérios danos à saúde, entupindo artérias, causando angina, infartos, avc e outras mazelas e o jeito de descobrir se o indivíduo tem ou não a dislipidemia, é medir as dosagens de colesterol e de triglicérides de forma periódica.

A notícia boa é que ela pode ser tratada e, segundo minha endocrinologista, quase sempre uma simples mudança de hábitos, quando não resolve, pelo menos ameniza o problema.

Daí bate-se naquela mesma tecla que está ficando desbotada de tanto ser apertada, mas que as pessoas insistem em não dar a devida importância: praticar exercício físico, parar de fumar, restringir a bebida alcoólica, reduzir o sal, o açúcar refinado, as gorduras danosas, controlar o peso e até beber água – isso mesmo, beber água – são algumas medidas básicas e gratuitas às quais todos nós temos acesso.

É sabido que a formação de placas nas artérias vem sendo observada em pacientes cada vez mais jovens. Alguns na faixa etária dos vinte anos. O que explica isso? O que todo mundo sabe, mas finge que ignora: a reunião de vida sedentária, obesidade, estresse, farras alimentares, hábitos nocivos, drogas, álcool somados à displicência com o check-up anual para verificação desse fantástico e sofisticado mecanismo que é o corpo humano.

Ou seja, o sujeito manda o carro para a revisão de seis em seis meses para se certificar de que está tudo certo com seu querido automóvel mas esquece, tem preguiça ou medo de encarar o pessoal do jaleco branco e de realizar exames.

É preciso estar sempre em alerta, sobretudo se a pessoa tem histórico familiar em grupo de risco cardíaco, de hipertensão, de diabetes ou outras doenças congênitas.

Eu não sou médica, não entendo nada dos assuntos da medicina, mas presto muita atenção e sigo os conselhos dos especialistas que cuidam de mim.

O ideal mesmo é saber a opinião do seu médico sobre tudo isso.

Faça consultas e realize os exames básicos de forma periódica.

Cuide-se, pois a vida é uma só! Você sabe disso, não é?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *