Ah, mulher! Sobre ti pesa o julgo implacável
de quem não te concede descanso,
a cada passo impondo-te uma reprovação,
a cada tropeço decretando-te condenação.

Ah, mulher! Sobre ti há quem proclame
seres um tênue modelo de fragilidade,
como se não considerasse a tua luta, 
como se acreditasse aprazível tua labuta.

Ah, mulher! Sobre ti impingem submissão,
renegando com desdém teu livre arbítrio,
intentando a toda a hora, tempo e lugar, 
rechaçar com atrocidade o teu rebelar.

Ah, mulher! Sobre ti recai o desdenho,
dos ignóbeis recusando-se a enxergar
a pujança que emerge de teu ser,
a robustez que emana do teu viver.

Ah, mulher! Só tu conheces a verdade
que guardas com ardor no fundo do peito,
capaz de sofrer com as imensas dores,
generoso a abrigar desmedidos amores.

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