O sono tem caráter fundamentalmente importante no desenvolvimento da criança, e é bastante comum que as recém-mamães se perguntem sobre o sono de seus bebês, será que eles dormem de menos ou de mais?

Até os três meses, mais ou menos, os bebês necessitam de 16 a 20 horas de sono diárias. Nessa fase, ele é polifásico, ou seja, o bebê costuma despertar a cada três ou quatro horas. Apenas 10% dos meninos e das meninas nascem com um padrão de sono mais uniforme e dormem horas seguidas. De três meses a um ano, eles precisam de 13 a 14 horas para descansar. Nessa idade cronológica, alguns já conseguem dormir a noite toda, mas ainda tiram duas sonecas ao longo do dia: uma de manhã e outra à tarde. Uma coisa nessa fase nós devemos considerar, sem a soneca da tarde, pode ser que o bebê fique agitado e cheio de adrenalina, o que dificulta que ele relaxe, e pegue no sono a noite. Ouvimos constantemente as famílias nos pediatras desesperadas com a queixa de que “o bebê não dorme!”. Muitas visitas durante o dia e passeios longos podem ser repensados nessa fase mais delicada.

Existem alguns distúrbios específicos do sono, aproximadamente 40% dos bebês têm um distúrbio chamado parasoníase, consiste em sono agitado e despertar confuso durante a madrugada, acompanhado de choro. A insônia também é muito comentada, seria a dificuldade de manter o sono, ou começar a dormir, pode acontecer com os bebês bem novinhos também. Problemas respiratórios podem afetar o sono, vale a investigação e uma consulta com um especialista, se esse for o caso.

bebê chorando

Até os dois anos de idade, se acostumado a dormir em seu quarto, o bebê pode até reclamar e emitir algum tipo de choro durante a noite, mas a chance dele pegar no sono sozinho é grande, não é à toa que o método Ferber é um sucesso em grande parte do mundo. A ferberização, o método de deixar chorar, consiste basicamente em fazer com que o bebê durma sem nenhum auxílio como o peito, mamadeira ou a companhia da mãe. O Dr. Richard Ferber garante que seu método é bastante eficaz, mas acredito que ele não se adeque a todas as famílias e mamães, você deve sempre tentar seguir o que te deixa mais confortável no lugar de mãe…

Beijos e até logo,

Luiza.

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