É uma brincadeirinha aqui, uma piadinha ali e as pessoas à nossa volta vão se permitindo externar determinadas opiniões a nosso respeito que se ditas repetidas vezes, podem nos fazer repensar sobre quem somos, nos deixando bastante confusos a respeito de nós mesmos.

Quando as palavras ou atitudes manipuladores são explícitas caracterizando assédio é mais fácil percebermos e nos policiarmos contra a postura maldosa ou as atitudes perigosas.

Mas se esse reconhecimento negativo de algumas das falhas e fraquezas é oriundo de um ambiente em que nos sentimos queridos e desejados, é muito comum que recebamos as críticas e as aceitemos sem questioná-las, entendendo que as pessoas que amamos e que, acreditamos que também nos amem, têm o direito de emitir alertas sobre nossas limitações.

Movidos pela necessidade de preservarmos as relações pessoais, relevamos uma, duas, infinitas vezes, deixando que que nos digam ou que façam conosco o que bem entendem, certos de que o que está sendo feito ou dito é “para nosso bem”.

Uma ova!  Criticar é uma coisa! Esculachar é outra.

Burro, feio, gordo, idiota, indolente e outros adjetivos pejorativos usados no convívio diário são armas pontiagudas que podem ferir de morte o destino e os sonhos de qualquer um que se deixe sugestionar pela frequência do insulto.

Nem sempre os entes queridos têm a exata percepção do quanto podem magoar ou do quanto isso pode agredir nosso amor próprio. Às vezes o maltrato é apenas uma diversão inconsequente e o hábito de humilhar, uma vaidade tola, um teste para exercitar o grau de poder sobre quem aceita com passividade suas ofensas.

A depreciação costumeira funciona mais ou menos como aquele ditado: “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”.

Para bom entendedor meia palavra basta, mas como quem se deixa manipular pelo vilipêndio alheio não é muito bom entendedor, fica aqui uma dica bem clara e objetiva.

Não permita que te convençam daquilo que você não é, sob o risco de se tornar o que desejam que você seja.

Téia Camargo

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