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A frigidez e todo tabu que envolvem esta disfunção sexual feminina (DSF) é o tema da nossa coluna da semana. Sabemos que as mulheres podem ter a experiência do prazer sexual através de uma variedade de estímulos, mas mesmo assim grande parte das mulheres tem dificuldades de se excitar e de ter um orgasmo propriamente dito.

O diagnóstico de frigidez é devidamente ligado a bloqueios psíquicos e fisiológicos que se refletem no desejo, excitação e na obtenção de um orgasmo. Ressaltando aqui que: dor durante o ato sexual e falta de desejo ou orgasmo não são indicativos de transtorno, a menos que incomodem a própria mulher. A angústia que ela apresenta ao profissional que procura pode ser o indicativo para se caracterizar nesta disfunção específica.

Alguns casos de DSF contínua não raro estão associados a experiências de abuso sexual, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e distúrbios de ansiedade. Podemos distinguir frigidez primária, que começa em idade jovem, de frigidez secundária, que surge como consequência de determinado evento que ocorre numa fase mais avançada da vida.

Essa DSF é intimamente relacionada também com o grau de satisfação de um relacionamento e com o desempenho sexual do parceiro. Podemos lembrar ainda que as expectativas sobre um bom relacionamento sexual muitas vezes não correspondem a um relacionamento real, com as frustrações cotidianas normais. A apatia sexual da mulher acaba por tornar-se problemática numa relação quando ela começa a recusar ou evitar intimidade sexual e este comportamento provoca conflitos na convivência do casal.

E assim, o tratamento com psicoterapia pode beneficiar a comunicação com o parceiro, e se sentir confortável com o próprio corpo e entorno social da mulher.

Beijos e até logo,

Luiza.

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