Como já é do conhecimento de todos, o vírus da zika ainda está sendo pesquisado e estudado, novos dados e informações são divulgados com grande frequência na mídia brasileira. O recente surto de microcefalia em bebês, no nosso país, gerou grande preocupação na saúde pública e na população, principalmente nas gestantes.

O que nem todos sabem, e se sabem é sempre melhor reforçar, é que ele pode ser transmitido de mais quatro formas, além da picada do Aedes aegypti.

Como se proteger?

– Transmissão pelo líquido amniótico: O meio de transmissão do zika da mãe para o filho ainda no útero (o que causa a microcefalia) ainda não está totalmente esclarecido. Mas um estudo com gestantes de fetos com microcefalia mostrou a presença do micro-organismo no líquido amniótico, que circunda o bebê dentro da barriga durante o seu desenvolvimento. É provável que o vírus atravesse a barreira placentária, responsável por proteger o bebê de infecções, e eventualmente, contamine o bebê.

– Transfusões de sangue: Os cientistas polinésios detectaram o vírus também em reservas de sangue destinadas a transfusões. O principal desafio, nesse caso, é o fato de os sintomas demoram alguns dias para aparecer, gerando um intervalo de tempo em que a pessoa acredita estar saudável, e apta a doar sangue. Apesar de o vírus estar presente nas transfusões, nenhuma pessoa que recebeu o sangue com zika desenvolveu a doença, segundo os dados divulgados.

– Transmissão pelo leite materno: Alguns cientistas da Polinésia Francesa, país que enfrentou um surto de zika no ano de 2013, fizeram um estudo com duas mães diagnosticadas com o vírus e seus respectivos bebês, que também tiveram a doença. Foi encontrado RNA de zika no leite materno, mas a transmissão através da amamentação não foi confirmada. Apesar disso, os responsáveis pelo estudo sugerem no artigo que a amamentação seja considerada um meio de infecção, até que essa possibilidade seja totalmente descartada. Vale lembrar que a transmissão após o nascimento do bebê não oferece o mesmo risco que aquela que acontece dentro do útero e pode causar microcefalia.

– Transmissão sexual: Um caso de transmissão do zika vírus através do sêmen foi relatado na literatura em 2011. A contaminação aconteceu no Senegal, mas o paciente só sentiu os sintomas em casa, nos Estados Unidos. Quatro dias depois ele notou a presença de sangue no sêmen e, no mesmo dia, sua esposa passou a ter sintomas da febre zika. A mulher não deixou seu país e teve relações sexuais com o marido sem proteção um dia após seu retorno. A doença foi confirmada por exames, mas a presença do vírus no sêmen não foi investigada.

Assim, é sempre melhor se prevenir usando preservativos e métodos contraceptivos, se você não deseja engravidar, neste período tão incerto.

Beijos e até logo,

Luiza.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *