Minha briga com a balança remonta aos tempos idos da infância.

Menina rechonchuda, olho grande para qualquer porcaria comestível, muito cedo ganhei fama de gulosa a ponto de não saber dizer qual o meu prato predileto quando questionada. Acho que a minha melhor resposta para essa pergunta foi, é e sempre continuará sendo o prato cheio.

Eu adoro comer! Doce ou salgado, amargo ou uamami, não faço distinção.

Gosto de quase tudo!

Comer, para mim, é um dos grandes prazeres da vida!

Amo sabores desconhecidos, temperos inusitados, texturas provocativas, aromas instigantes, cores vibrantes, frutas exóticas, pratos elaborados ou comidinha caseira e para uma pessoa que enxerga tamanha satisfação no ato de se alimentar, um restaurante de bufê a quilo, ou por quilo, como preferirem, é quase a mesma coisa que uma visita à Disneylândia gastronômica.

Eu era bem jovenzinha e cursava a faculdade, quando precisei fazer uma opção consciente e definitiva: ou levaria marmita ou estaria fadada a sucumbir diante das tentações do variadíssimo comércio alimentício.

Mas confeccionar marmita, transportá-la e consumi-la com deleite e sem danos à saúde não é, acreditem, uma tarefa fácil.

Foi valendo-me de grande persistência e boa dose de paciência que consegui enfrentar o longo aprendizado que me permitiu chegar até a aposentadoria portando minhas bolsinhas térmicas repletas de potinhos, copinhos, guardanapos e talheres.

Alimentar-se de marmita é trabalhoso, cansativo, toma tempo e esgota a capacidade criativa, mas sou partidária da convicção que esta é a melhor opção que um estudante e/ou trabalhador pode fazer em prol do bem-estar de seu organismo e de seu bolso.

Sem me importar com o cargo ocupado ou o salário recebido, lá eu ia com a minha marmitinha a tiracolo e conforme minha carreira ia deslanchando eu seguia implementando a cultura da marmita entre colegas, subordinados e chefes, a ponto de em uma das empresas em que trabalhei, ter convencido a presidente a abandonar os longos e engordativos almoços diários, trocando-os por uma “saladinha básica” na confortável e bem equipada copa da diretoria que jamais tinha sido utilizada e somente se permitindo os lautos almoços quando necessários para os negócios.

Hoje a marmita é “cool”, seus modelitos são desenhados por estilistas renomados, suas receitas são propagadas com grande estardalhaço e sua utilização é recomendada por profissionais da saúde, blogs culinários e revistas de moda.

São inúmeros os sites que ensinam e orientam sobre o que e como fazer, o que evitar e utilizar, dão dicas de cozimento, de boas estratégias de armazenamento, organizam o equilíbrio dos nutrientes, a contagem das calorias e reforçam as práticas mais do que recomendáveis sobre a higiene dos alimentos e dos recipientes utilizados.

Seja pela manutenção ou perda de peso, pelo resgate do sabor da comidinha caseira ou pelo zelo da saúde financeira, a prática de nutrir-se e de satisfazer o apetite com a marmita, pode ser a promotora de um momento prazeroso, permitindo um encontro, ainda que rápido, com  nossas vidas pessoais ao longo das extenuantes correrias do dia a dia.

Téia Camargo

Quando existe aquela dúvida lá no fundo se o filho faz birra ou se sofre com algum problema, é hora de investigar a fundo o que acontece. Foi pensando assim que a jornalista Odara Gallo procurou ajuda para decifrar o mundo enigmático do filho, Franco, hoje com quatro anos, que foi diagnosticado com autismo.

“A sensação foi de alívio. Já estávamos há mais de um ano investigando os sinais que ele apresentava e esse período é o mais complicado. Muitas das características do autismo podem ser confundidas com birra ou malcriação, então gera essa dúvida todo o tempo: ele tem algum problema ou é mimado demais?”, explica ela.

A ideia de criar o blog “Que Cê Qué?” surgiu quando Odara relatou sua experiência em uma entrevista e, em meio a um turbilhão de descobertas, passava horas lendo e assistindo a palestras na internet sobre o assunto.

“Era um mundo novo, mas que eu já me sentia dentro dele por me identificar com tudo o que era dito. Pensei: ‘Acho que tenho muita coisa pra falar sobre isso’. Escrevi dois textos e coloquei no blog. O retorno foi maravilhoso. Não apenas de amigos que não sabiam da condição do Franco, mas também de pessoas desconhecidas que começaram a se identificar e mandar mensagens lindas. Muitos pedem ajuda, trocam experiências e é sempre emocionante saber que eu consigo tocar as pessoas de alguma forma”, relata.

Odara se recorda de momentos incríveis que já passou com o filho, como quando recebeu uma simples resposta “sim” para a pergunta “você me ama?” que foi um motivo de grande alegria para a mãe que via o garotinho sempre calado. “Só essa palavrinha já bastou”. Ela também se lembra de momentos difíceis que enfrentou como as crises de Franco. “Ele queria fazer ou pegar algo e chorava desesperadamente. Dá pra ver que alguma coisa se desorganiza em sua cabecinha e ele não consegue se conter”.

A jornalista acredita que ainda falta muita informação sobre o autismo. “Não adianta tentar fingir que não existe. Pais, professores, profissionais da área médica, todo mundo precisa saber tudo o que puder sobre o autismo. Muitos profissionais não conseguem fazer o diagnóstico e nem mesmo orientar a investigação sobre o caso precocemente, o que é uma perda irreparável para muitas famílias. Tivemos que insistir até encontrar uma profissional que identificasse os sinais e desse o diagnóstico. Então ainda faltam muitos avanços na área”.

Para finalizar, Odara diz que seu blog — que ganhou este nome por repetidas vezes perguntar o que o filho queria — é para mostrar que as mães não são super-heroínas e que medo, angústia, raiva, alegria são sentimentos normais para quem está aprendendo sobre o autismo (e está tudo bem!).

“Você aprende com aquilo e se reorganiza. Isso só é possível quando o amor é o norte principal da relação, mas os textos também ajudaram muitas pessoas que estavam com dúvida sobre os sinais dados pelos filhos e que passaram por todo o processo que nós também passamos. Muitos mandam mensagens agradecendo ou mesmo para tirar dúvidas. Acho que colocar a coisa de uma forma humana e natural ajuda as pessoas a compreenderem e aceitarem melhor o que acontece com seus filhos”, fala.

Fonte: http://revistaglamour.globo.com/Na-Real/noticia/2017/03/mae-descobre-autismo-e-relata-o-dia-dia-do-filho-em-blog.html

Músicos e cancioneiros são mestres em divagar sobre o que lhes aflige e para esses imaginativos artistas é natural que o dia seja branco, como canta o nordestino Geraldo Azevedo ou que desejem uma vida cor-de-rosa, como sonha  o compositor Amado Batista.

Mas isso de misturar os sentidos não é um privilégio restrito ao mundo artístico. Desconhecidos e anônimos também ousam desvairar e associar cores a números, texturas às formas, cheiros  às coisas inanimadas e não raro, lá estamos nós tratando como “fofinha” a foto do bebê, nostálgicos, atribuindo ao aroma saído da cozinha o cheiro de infância ou ainda, no calor da paixão, enaltecendo os lábios de veludo da pessoa amada.

Esse fenômeno neurológico que interliga sensações de naturezas sensoriais distintas, provocando que o estímulo de um sentido cause reações em outro sentido é chamado de Sinestesia.

O termo, além de ser utilizado como figura de linguagem para classificar as metáforas da língua portuguesa, ocasiões em que se substitui um termo por outro através de comparações, também se refere à alteração neurológica que afeta um determinado número de indivíduos capazes de misturar sensações visuais, auditivas, olfativas e táteis.

“Essa condição não é considerada uma doença, e sim uma forma diferente que o cérebro tem de interpretar os sinais. Uma em cada duas mil pessoas tem sinestesia, e essas pessoas podem ver sons, sentir cores ou o paladar das formas. ”, diz a bióloga Paula Loredo em seu artigo sobre o tema para o site Brasil Escola.

A jornalista Marta Zaraska, em tradução de um artigo publicado pela revista “Scientif American, alerta para o fato de que “o quanto a sinestesia está presente para a maioria das pessoas ainda é matéria em debate. ”

Sinestésico é aquele indivíduo que maneja com habilidade as espátulas dos cinco sentidos: visão, tato, olfato, paladar e audição, mesclando-os e promovendo uma particular “salada criativa”, descontruindo a realidade à sua maneira e dando margem a novas interpretações e abordagens para aquilo que tradicionalmente se conhece e se entende como único e absoluto conceito.

Em 1842, o maestro da orquestra de Weimar, Alemanha, pediu aos seus músicos “um pouco mais de azul, por favor” e o compositor russo Nikolay Kosakov tinha a convicção de que o A maiúsculo era cor-de-rosa e o B era azul-escuro melancólico com brilho de aço. Além da associação som/cor, acreditam os pesquisadores que existam mais de 60 variedades de combinações entre os sentidos, podendo esse número chegar a incríveis 150 formatações.

Talvez por isso, visitando a biografia de determinados artistas do XIX, seja possível notar que alguns deles tentaram se passar por sinestésico para ficar mais próximo da excentricidade, para brilhar, para “causar” e assim conquistar fama e prestígio, tamanha a influência a sinestesia demonstrava sobre as artes em geral.

Enquanto as pesquisas evoluem e são aperfeiçoadas no sentido de identificar e de comprovar se uma pessoa é ou não sinestésica, no cotidiano, à exceção das alucinações pelo uso de drogas lícitas e ilícitas, um pouco de sinestesia pode tornar a vida mais colorida, o dia a dia mais suave e macio e as relações humanas e afetivas muito mais saborosas.

Se os escritores são ou não sinestésicos, não sei afirmar, mas que no universo poético a sinestesia tem passaporte carimbado e morada garantida, disso eu não tenho a menor dúvida.

Téia Camargo

 

https://www.significados.com.br/sinestesia/

http://brasilescola.uol.com.br/oscincosentidos/sinestesia.htm

http://mundoestranho.abril.com.br/ciencia/o-que-e-sinestesia/

Tenho uma dica que vale muito a pena sobre um evento gastronômico que está acontecendo em algumas cidades brasileiras como aqui no Rio de Janeiro.

Começou no dia 24 de março e vai até o dia 16 de abril.

Quem não gosta de comer bem com preços acessíveis? Rs..

E acrescentando mais R$ 1,00 a cada menu, o valor vai diretamente para o Instituto da Criança (a cada edição, eles ajudam uma instituição diferente), bem legal né?

O Brasil Restaurant Week é um dos maiores festivais gastronômicos do mundo, presente em mais de 15 cidades brasileiras, e conquista um público cada vez maior a cada edição. Com o objetivo de oferecer o melhor da gastronomia do Brasil e do mundo a preços democráticos, os principais restaurantes do país preparam, durante o evento, um menu especial no qual os clientes podem degustar uma entrada + prato principal + sobremesa por um preço fixo.

No site deles tem uma listagem de todos os restaurantes credenciados. Vale a pena dar uma conferida.

http://restaurantweek.com.br/

Bom apetite para todos!

Tags:Por aí

Tem aquela pessoa que te deixa doidinha. Qualquer toque dela te faz querer subir pelas paredes imediatamente e o sexo é simplesmente inexplicável. Geralmente, damos todo o crédito ao nosso parceiro. Quem aí nunca pensou com um sorriso grudado no rosto: “esse é bom de cama mesmo”? Será que vale ao menos uma amizade colorida? Mas saiba que, na verdade, a “culpa” não é do moço que sabe fazer maravilhas na hora H. Existe uma explicação mais científica para isso, a química sexual.

Sim, ela não é maneira de falar ou invenção da sua cabeça. Trata-se de um processo do organismo que envolve muitos feromônios e duas pessoas com uma forte atração uma pela outra. De acordo com a psicoterapeuta Selma Alves, especialista em sexologia, as sensações e desejo sexual são sentidos no corpo humano, aflorados pelos hormônios sexuais, sendo a testosterona nos homens e o estrogênio nas mulheres. “É um processo cerebral”, explica Selma.

A mente é maravilhosa

O desejo sexual nada mais é do que um sinal de cérebro para interagirmos e reconhecermos a pessoa por quem sentimos tal sensação. “Os feromônios são substâncias químicas que são ativadas instintivamente ao contato com o outro através dos gestos, cheiro, beijo, causando então o desejo sexual”, afirma a psicoterapeuta.

E as reações do corpo vão desde nervosismo, descontrole da concentração, alteração da temperatura, vontades incontroláveis e até mesmo alteração do tom de voz. Claro, sentimos faíscas sexuais por algumas pessoas e outras não. Segundo Selma, para rolar a atração, é necessário que haja a identificação com o outro como “objeto” de prazer. E os sinais de desejo devem ser recíprocos.

Cheiro e sensibilidade

Sabe aquela história de que somos atraídos pelo nosso olfato? Pois ela também é verdade. “O cheiro da pessoa desejada funciona como um estimulante mexendo com o cérebro e com o corpo”, diz.

O processo é o seguinte: as moléculas exalam da pessoa, passam pelo nosso nariz e, quando entram em contato com o olfato, a informação é conduzida para o cérebro. Daí as memórias e sensações se aglomeram. Então, é registrado no hipocampo (parte responsável pela nossa memória) a imagem do ser desejado e o cheiro deste passará a estar conectado com a imagem dele. A partir daí, toda vez que você vir a pessoa, sentirá a tal atração.

Dá para criar a química?

Não pense que toda essa magia do corpo não pode ser induzida, por ser algo que acontece do nada, como um comportamento selvagem. Muitos relacionamentos começam com outros tipos de sentimento, como afinidade e admiração. “Após uma relação sexual ou diversos contatos físicos não sexuais e/ou conversas que, por serem intensamente satisfatórios, podem causar a química entre as pessoas”, comenta.

De acordo com Selma, aspectos emocional, comportamental, mental e até mesmo espiritual podem, ao longo do tempo, possibilitar o surgimento da química ou apenas da compatibilidade sexual. “Este último fator é importante para a durabilidade das relações, pois o sexo é também aspecto importante para preservação da intimidade de um casal”, diz.

A química pode “desgastar”

É aquela velha história: nada como os primeiros meses de um relacionamento. A química é tão novidade para o casal que o sexo é praticado a todo momento. Mas, com o tempo, ela diminui e pode até acabar.

“Face ao êxtase deste sentimento, o consciente fica comprometido à medida que lidamos com os ‘defeitos e diferenças’ do parceiro. Se concluímos que não vale a pena investir no relacionamento, a química sexual reduzirá, podendo chegar ao seu fim. ”

It’s just sex

Ter química sexual é padecer de uma sensação irresistível, é querer estar junto no sexo. Mas existem outros tipos de “químicas”, como a intelectual e a emocional, por exemplo. “A química refere-se sempre a um aspecto relacionado à afinidade”, explica. E são essas que precisamos sentir para ter um relacionamento com alguém.

O problema é quando confundimos a química sexual com a emocional e entramos na barca furada de um relacionamento que era para ser apenas sexual. Então, fica a dica: analise como vocês se comportam fora da cama. Pode ser que seja só sexo mesmo, ok?

Fonte: http://revistaglamour.globo.com/