Combinar as cores é uma dúvida para muitos, principalmente quando queremos montar looks em tonalidades fortes. A consultora de estilo da revista Marie Claire, Ucha Meirelles, selecionou três junções infalíveis vindas diretamente das passarelas das coleções de outono-inverno internacionais.

Azul é uma cor relativamente fácil de ser usada, para variar, aposte no contraste entre vermelho e azul ou outros tons cítricos como laranja ou salmão.

Roxo e lilás são cores pouco usadas, mas que apareceram bastante nas passarelas. Ficam bem com tons terrosos ou salmão claro. O look inteiro lilás também é bacana.

Vermelho e rosa é a combinação mais interessante da temporada. Escolha peças com as cores mais fortes o possível. E para quem acha que só dá para fazer looks ultrafemininos, as produções das passarelas provam o contrário.

 

Fonte: http://revistamarieclaire.globo.com/Moda

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Você conhece ou já ouviu falar no Museu de Imagens do Inconsciente?

Localizado no Complexo do Centro Psiquiátrico Pedro II, no bairro do Engenho de Dentro, Rio de Janeiro, o museu foi criado nos anos cinquenta pela psiquiatra alagoana Nise da Silveira, que precisou travar uma batalha contra os métodos tradicionais de tratamento aplicados nos doentes mentais, rebelando-se sobretudo contra os choques elétricos utilizados como forma de “ajustar a conduta” dos internos e implantando, às custas de muita luta e sofrimento pessoal, o uso da arte como terapia.

Se hoje Nise da Silveira anda “em alta” com a veiculação de um longa-metragem sobre sua pessoa e se o Engenho de Dentro é conhecido pelo estádio do “Engenhão”, onde o corredor jamaicano Usain Bolt brilhou aumentando sua coleção de medalhas de ouro na última olimpíada, nem sempre foi assim.

Houve um tempo, recente por sinal, em que em essa nordestina miúda era chamada de “maluca” por insistir na mudança do consolidado protocolo de tratamento dos “loucos” que viviam no então “hospício do Engenho de Dentro”, um depósito de gente isolada do mundo, submetida a todo tipo de crueldade num cenário de circo de horrores.

Mas as coisas iam bem daquele jeito, pensavam seus administradores, e era melhor que tudo permanecesse como estava. Mudar por quê? Mudar para quê?

Só que Dra. Nise não se fez de rogada! Insistiu na ideia de estimular os doentes, em sua maioria esquizofrênicos, a colocar para fora as emoções, exprimindo-as através das mais diversas variações da arte que levasse o paciente a se conectar com o seu “eu” criativo.

“A arte-terapia ajuda o sujeito a olhar para dentro de si, levando-o ao autoconhecimento e é destinada para todas as pessoas, sem distinção de idade, pois criar é preciso”, diz a psicóloga Marly Tocantins.

Sim, criar é preciso!

A criação é uma catarse! É a purificação da alma! É a libertação de espírito!

É uma das maneiras mais legítimas de zelar pela saúde mental, de expurgar fantasmas, de aliviar a dor, de lidar com conflitos íntimos, de desvestir máscaras, de quebrar barreiras, de aliviar as amarguras dos traumas reprimidos e dos sentimentos omitidos.

Dra. Nise tinha certeza disso e na década de 50, frente a um sistema de saúde brasileiro conservador, lutou pela sua crença.

Se hoje a Associação Brasileira de Arteterapia considera a arte-terapia “um modo de trabalhar utilizando a linguagem artística como base da comunicação cliente-profissional… e a elaboração artística em prol da saúde. ”, muito se deve a essa médica convicta de que a humanização dos procedimentos, das atitudes, do convívio e da relação entre os seres pode ser uma das respostas para a cura dos males da sociedade.

Um dos fatores que classifica a manifestação artística em arte-terapia é o fato de que nela é o artista quem faz a interpretação de suas criações e cabe ao terapeuta provocar a investigação mais profunda daquilo que foi externado, estimulando a conexão com o inconsciente criativo.

Na arte-terapia não há preocupação crítica na estética.

É a arte na sua forma mais despudorada de limites.

Uma visita a este museu é altamente recomendável, e eu ousaria dizer até mesmo indispensável, para quem cursa e pretende trabalhar na área da saúde mental.

E para quem achar a visita um pouco “pesada” demais, há uma opção mais “leve”, digamos assim, de conhecer os pacientes, familiares e funcionários do Instituto Municipal Nise da Silveira. No carnaval eles formam o bloco Loucura Suburbana, cujo desfile começa dentro do Instituto e ganha as ruas do bairro. É uma “ loucura” imperdível!

Na nossa rotina pessoal, dedicar um pouco de tempo à criação que expresse os nossos sentimentos pode nos ajudar na busca do equilíbrio individual, do resgate do que fomos, da descoberta de quem queremos ser, para a tentativa de conter o que não pretendemos ou para deixar extravasar o que temos  reprimidos e que pode ser, quem sabe, a melhor parte de nós.

Por isso eu escrevo,

Por isso eu estou conseguindo “dar minha cara à tapa”.

Por isso você está lendo este texto.

Porque loucos e artistas, todos nós precisamos ser um pouco.

Téia Camargo

Fontes:

http://www.ccms.saude.gov.br/nisedasilveira/index.php

https://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_terapia

http://www.marlytocantins.com.br/arteterapia1.htm

http://www.alinebarcelos.com.br/arteterapia/

Saiba em quais peças, tecidos e modelagens investir para começar a temporada cheia de estilo.

A época de tirar as peças mais pesadas está quase aí — e a gente mal pode esperar para pensar naqueles looks elaborados e incríveis para o frio. Mas então, bate aquela dúvida: em quais peças vale a pena investir para dar um up no seu winter game?

Para ajudá-la a fazer apostas certeiras, a revista Glamour conversou com a expert do escritório de tendências WGSN, Lívia Nottoli, que dissecou cinco tendências e truques de styling que vão bombar neste inverno! Bora se inspirar?

Vá de veludo!

Antes de torcer o nariz para este tecido com cara de antiguinho, saiba que ele será tendência garantida e pode formar looks supercool. Vai ser difícil escapar dele… “Além das roupas, vimos o veludo ser usado [nas passarelas] em tênis, sandálias, botas e muitos acessórios”, afirma Lívia Nottoli.

Textura-tendência dos anos 80 que estava esquecida na moda por algum tempo, o veludo começou a dar as caras na temporada passada e segue firme para o inverno deste ano. Opte pela versão com acabamento molhado, que deixa as peças levemente brilhantes e dá uma pegada glam ao visual da noite.

Para o dia, vá com tudo na combinação com tricot ou jeans e arremate com loafer ou sneakers – que vão continuar soberanos também, uhu!

Romantismo antigo

Estampas florais revisitadas com fundos mais escuros, babados, transparências, golas e mangas com camadas — tudo remete e traz um toque retro e, claro, romântico. Aposte nas sobreposições para entrar no clima: por exemplo, uma blusa de gola alta por baixo do slip dress pode repaginar a peça de verão.

Anote: delicadeza aliada a misturas inusitadas estão com tudo.  “Para essa estação, o romântico traz uma onda com mistura de peças Kitsch com detalhes femininos. Invista em sobreposições de renda e de vestidos e blusa de alcinha, com estilo camisola”, explica Lívia.

Camisetas cheias de opinião!

Os anos 90 também continuam inspirando e reforçam, ainda mais, a estética esportiva na moda para a próxima temporada. Mas, além do sportswear das produções mais casuais, o grunge e o heavy metal também dão as caras para emprestar um toque mais pesado aos looks invernais. “Quando falamos sobre esta década, espere o rock e grunge urbano traduzidos em camisetas vintage, com mensagens, aplicações e detalhes bordados”, garante a especialista da WGSN.

A Glamour já mostrou aqui que as camisetas expressando opiniões e mensagens políticas foram destaques nos desfiles internacionais e garante: o rompimento de padrões que herdamos dos anos 90 vai continuar presente.

“Frases ousadas, aplicações de marca, tipografia, inspirações em grafite vão dar voz a uma atitude jovem e urbana que marca a temporada”, finaliza Lívia Nottoli. A estampa xadrez com padronagem colorida também entra nesse visual e ajuda a compor o rebel look que era sucesso na época.

Brilhos, cores e um toque metalizado

O maximalismo vem com tudo para dar glamour ao inverno. Materiais brilhantes, mistura de estampas e tecidos e styling com sobreposições nada óbvias vão ser destaque. “Nesta tendência, espere um carnaval de cores apresentadas de forma criativa e um jogo vibrante de modelos com estampas contrastantes”, diz Lívia Nottoli.

Prepare-se para investir em peças metalizadas e com aplicações de paetê e brilho, elas são perfeitas para a noite e transitam muito bem durante o dia quando combinadas à alfaiataria clean ou peças com inspiração militar.

Acessórios do momento

Para a alegria geral, as chokers vão continuar bombando! Além delas, os maxibrincos também vão ganhar força, principalmente usados com pares assimétricos. Invista em opções glam e com materiais diferentes, como pedras.

 

Fonte:http://revistaglamour.globo.com/Moda

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Duas coisas que você precisa saber…valendo!

Primeiro, existe uma loja na Austrália que só vende produtos inspirados em sereias, a Mermaid Salon – o que por si só já é motivo pra deixar a gente “no chão”.

Em segundo lugar – e essa é a melhor parte -, a marca lançou três pincéis em forma de cauda de sereia. Os tons dourado, prata, ouro rosé e preto foram inspirados em aparelhos da Apple. Genial, né?

Os pincéis são multifuncionais, servindo pra aplicar base em pó, blush, iluminador e produtos para fazer a técnica do contorno facial.

Pra comprar, basta acessar o site deles e solicitar a opção de pré-venda. Por conta da demanda pelo produto, deve levar 12 dias para a mercadoria chegar até o e-commerce + alguns dias para entregar o pincel na sua casa – sim, eles mandam pro Brasil!

Cada unidade custa $16 AUD ($ 39 BRL), sendo o mais encomendado o pincel na cor ouro rosé. Com taxa de entrega internacional o valor final fica cerca de $ 31 AUD ($ 98 BRL).

Em tempo: também é possível tirar suas dúvidas no perfil da grife, @mermaid_salon

 

Fonte: http://revistaglamour.globo.com

 

Estamos alcançando um patamar inimaginável no que diz respeito à falta de atenção, de responsabilidade e de envolvimento naquilo que nos comprometemos.

Os dois últimos episódios emblemáticos dessa situação foram transmitidos ao vivo e em cores para milhões de perplexos espectadores que diante de telas de televisão ao redor do mundo assistiram abismados, à entrega da faixa para a miss que NÃO ganhou o concurso de beleza, bem como à entrega da cobiçada estatueta do Oscar para efusivos atores, atrizes e diretor do filme que NÃO foi o vencedor da academia de cinema.

   

Talvez a estupefação do público não fosse tanta se antes de cada uma dessas cerimônias tivesse sido divulgada a pesquisa em que se constatou serem pouco mais de 10% os funcionários em todo o mundo realmente engajados e comprometidos com o trabalho.

Sim, trabalho!

A festança que coroa a mulher mais linda do mundo após a competição de beldades representando seu país e o tão esperado desfile de celebridades famosíssimas e riquíssimas no “red carpet”, são apenas a culminância de um longo processo que envolve a participação de dezenas, centenas ou milhares de pessoas.

O resultado nefasto dessas “distrações”, portanto, não pode acabar num “climão”, tampouco ser resolvido com um mero pedido de desculpas esfarrapadas por quem deveria ter, no mínimo, o respeito de evitar imensurável “equívoco”.

A falta de comprometimento é uma epidemia que aumenta a cada dia e tem afetado de maneira desastrosa o universo produtivo, de maneira geral.

A consultora de recursos humanos Bernadete Pupo nos ajuda a entender um pouco esse problema:

“Como profissional atuante do mundo corporativo tenho observado, com certa frequência, uma série de gafes cometidas por profissionais de modo geral, independente do seu nível hierárquico. Se pararmos para pensar friamente, podemos listar uma série de motivos, que podem desencadear o chamado “descompromisso” ou “falta de foco”, que pode ir desde a má gestão da organização até a dispersão do empregado com ligações inúteis, e-mails em excesso, consultas às redes sociais e bate papos que nada ou que pouco tem a ver com a atividade a ser desempenhada. “

O auditor Brian Cullina, que representava a empresa PricewaterhouseCoopers (PwC) e que estava à serviço do Oscar, deu o envelope errado aos apresentadores. Repórteres afirmam que houve distração de sua parte, pois o mesmo estava no Twitter minutos antes da trapalhada acontecer no palco do evento.

A palavra descompromisso é um substantivo que denomina todas as coisas: pessoas, objetos, sensações, sentimentos, etc. Nesse caso, devemos avaliar as duas partes: àquele gerado pelo próprio empregado, conforme exemplos já citados, ou o descompromisso instigado pelo próprio empregador, quando não há consistência no seu planejamento, nas suas práticas e em suas políticas de gestão de negócios ou de pessoas.

Raras são as empresas que se dão conta dos riscos acarretados pela vulnerabilidade dos seus recursos humanos, uma vez que os sistemas financeiros não captam os ganhos ou prejuízos decorrentes do maior ou menor grau de satisfação das pessoas no trabalho”.

Num mundo em que, cada vez mais, o trabalho se confunde com a vida e vice-versa, é preciso estar atento para administrar cada uma de nossas atitudes e atividades em cada um dos cenários que vivenciamos.

Bernadete Pupo nos dá as seguintes dicas nesse sentido:

“Se você for empregado, atente para o seu comportamento frente aos seus compromissos e às suas entregas no prazo e com qualidade, observando constantemente para não perder o foco. Se você for empregador, procure avaliar o clima da sua organização em relação às atitudes e comportamentos que são mais importantes para a sua empresa, como assiduidade, atenção concentrada, pontualidade, desempenho individual dentre outros e, após verifique se a missão e visão estão coerentes e alinhadas entre todos os membros da sua equipe. ”

Foco, atenção, concentração e motivação parecem ser as palavrinhas mágicas para evitar que essas e outras lamentáveis ocorrências continuem se repetindo.

Porém, isso não isso significa que o profissional precise viver para o trabalho.

Organize-se, priorize seu tempo, cumpra com as suas responsabilidades e aproveite a vida! Curta a família, viaje, leia, vá ao cinema, à praia, caminhe no parque e sorria muito, tendo a certeza de que o melhor de você foi empregado em cada ato, em cada fato.

Cada coisa a seu tempo!

Cada qual em seu lugar!

 

Téia Camargo

 

Meus agradecimentos à Bernadete Pupo, especialista em carreira e consultora de RH, pela participação!

www.gestaoderh.com

https://www.facebook.com/Grhcom/

13
mar

Postado por:

“O homem não cria apenas porque gosta, e sim porque precisa. Ele só pode crescer enquanto humano, coerentemente, ordenando, dando forma, criando”.

(Fayga Ostrover)

 

A arte é uma das mais antigas formas de manifestação do ser humano. Nos primórdios da cultura o homem registrou nas cavernas cenas do seu cotidiano, seus símbolos, seus deuses e demônios e estas manifestações nos comunicam hoje, trinta e cinco mil anos depois, a sua maneira de ver e estar no mundo. Entretanto, a Arte terapia  instituída como tratamento terapêutico, somente surgiu na Europa e nos Estados Unidos, após a II Guerra Mundial devido ao grande contingente de pacientes com traumatismos de ordens diversas, físicos e psíquicos, que não respondiam às formas convencionais de tratamento.

No Brasil, teve como precursora a Drª Nise da Silveira, médica psiquiatra, que em 1947 iniciou um trabalho pioneiro no Hospital Psiquiátrico Pedro II do Rio de Janeiro, inserindo na sessão de terapia ocupacional, a pintura, a modelagem e a xilogravura, chamando esta experiência de “Emoção de Lidar”. Comprovou que o paciente psiquiátrico era capaz de criar mandalas, símbolos arquetípicos, revelando desta forma o seu mundo psíquico e produzindo melhoras no seu estado geral. Através de seu trabalho, Nise da Silveira introduziu no Brasil a Psicologia Analítica de C.G.Jung, base teórica da Arte terapia em questão.

Em torno de 1970, foi ministrado por um norte-americano o primeiro curso de Arte terapia na PUC. O primeiro curso de pós-graduação em Arte terapia no Rio de Janeiro ocorreu em 1996. Em outubro de 1999, foi criada a Associação de Arte terapia no Rio de Janeiro e em 2006, a União Brasileira de Arte terapia. Estudos com vistas à regulamentação da profissão de Arte terapia encontram-se em andamento.

A Arte terapia é um processo terapêutico que se utiliza de materiais plásticos e sensoriais com o objetivo de facilitar a emergência de conteúdos inconscientes pessoais e coletivos, sua decodificação e sua integração ou transformação, com o objetivo de promover saúde psíquica e, por consequência, melhoria na qualidade de vida do ser humano e do nosso planeta.

 

A Arte terapia é uma profissão assistencial ao ser humano. Ela oferece oportunidades de exploração de problemas e de potencialidades pessoais por meio da expressão verbal e não verbal e do desenvolvimento de recursos físicos, cognitivos, e emocionais, bem como a aprendizagem de habilidades, por meio de experiências terapêuticas por meio de linguagens variadas. (AATA, American Art Teraphy Association).

 

Não é necessário que o indivíduo tenha habilidades distintas para se beneficiar desta forma de terapia, pois em Arte terapia a Arte é entendida como um processo expressivo desprendido de condicionamentos e preconceitos, não limitando o trabalho apenas a resultados estéticos, formais e nem a padrões culturais ou morais. Mesmo o que se considera estranho, feio ou desproporcional é acolhido no processo. A meta principal “não é a formação de artistas plásticos, mas entender com quantas “artes” se constituirão um indivíduo íntegro e saudável. “ (Philippini, 1997, p.05).

Através do desenho, da pintura, da modelagem, do recorte e colagem, da gravura, da construção, da encenação, da criação de personagens, do tabuleiro de areia, da escrita criativa, da tecelagem, da música, da dança, da contação de histórias, o indivíduo tem a possibilidade de criar, produzir e lançar um olhar sobre sua produção, possibilitando que os conflitos expressos simbolicamente, possam ser compreendidos e transformados pela consciência.

Na medida em que o paciente vai se familiarizando com os materiais, suas produções tornaram-se mais estruturadas e ricas em formas e cores. Muitas vezes uma imagem desdobra-se em outras. Por exemplo, um desenho pode ser representado de forma tridimensional através da modelagem de argila. Isto possibilita uma visão mais ampla deste conteúdo e aumenta a possibilidade de que a energia psíquica se projete.

O campo de atuação da Arte terapia é muito amplo. Das crianças aos idosos, praticamente todos podem se beneficiar deste tipo de tratamento tanto em clínica, quanto em escolas e empresas. Exceções se fazem para àquelas pessoas extremamente verbais, a pacientes com distúrbio psiquiátrico grave ou com deficiência mental muito profunda, porque o processo terapêutico demanda que o indivíduo seja capaz de decodificar os símbolos plasmados através de sua arte.

Como vimos, numa sessão em Arte terapia, usamos recursos outros que não a palavra. Por este motivo, vale ressaltar que o processo arte terapêutico rompe com o domínio de uma sociedade eminentemente racional e permite que as pessoas se expressem por outras formas que não seriam possíveis pela linguagem tradicional, de forma livre, desconstruindo mundos e muros em busca de uma melhor qualidade de vida e, por consequência, de uma sociedade mais igualitária e saudável.

 

REFERÊNCIAS:

JUNG, C. G. O Homem e seus símbolos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1964.

OSTROWER, F. Criatividade e Processos de Criação. Rio de Janeiro: Imago, 1977.

PHILIPPINI, A. Cartografias da Coragem- Rotas em Arte terapia. Rio de Janeiro: Pomar, 2000.

SILVEIRA, N. O Mundo das Imagens. São Paulo: Ática: 1992.

 

Victorio, Márcia. Psicóloga (CRP 05/8515), arte terapeuta (AARJ 07), membro do Conselho de Honra da UBAAT.

 

Fonte: http://www.webearte.net/artigos_arteterapia.htm

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