Carnaval chegando, todo mundo animado para pular em bloco ou viajar pra praia e piscina! É a época do ano de extravasar e curtir muito, mas como cuidar da sua pele?

Aquela recomendação que todos já sabem é a utilização do filtro solar. Para usar corretamente ele deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição solar e na quantidade correta. Para o rosto e pescoço devemos aplicar uma colher de chá de filtro solar, já para o tronco são duas colheres de chá, para cada braço uma colher de chá, e duas colheres de chá para cada perna. O produto deve ser colocado na mão e depois aplicado e espalhado no corpo.

Reaplicar o produto de duas em duas horas e também após entrar na água, mesmo que o filtro seja resistente a água.

Um filtro solar adequado tem proteção contra os raios UVA e UVB e o fator de proteção solar (FPS) mínimo de 15. O FPS significa o tempo de proteção que o filtro confere a pele. Quando a pele é exposta ao sol ela fica vermelha e queima, o filtro 15 por exemplo, demora 15 vezes mais tempo para esta pele ficar vermelha do que ficaria sem o filtro solar. Então faz muita diferença o valor do FPS e eles não são iguais. Quanto mais branca for a pele maior a necessidade de um número alto de FPS para proteger adequadamente.

Além do filtro solar é importante que também utilize métodos de barreira contra o sol como chapéus, roupas que cubram a pele, sombrinhas e guarda sol. Há tecidos especiais que tem proteção solar que podem ser lavados e ainda assim mantém a proteção contra o sol. São uma excelente escolha para atividades ao ar livre e para pessoas que não tem o hábito de replicar o filtro solar.

Há tantas opções de textura de filtro solar, tecidos com proteção solar que não tem desculpa para se descuidar no carnaval.

Nessa época do ano também há muitos mosquitos e o uso de repelentes com DEET junto com filtro solar aumenta a sua absorção sistêmica seis vezes podendo causar intoxicação. Então prefira outros tipos de repelente, como o de icaridina, quando for usar junto com filtro solar.

Portanto siga as recomendações e tenha um ótimo carnaval!

Abraços!

Uma das minhas escritoras preferidas é Jane Austen, a inglesa de Hampshire que viveu no século XVIII, nunca se casou e ainda assim é considerada a maior romancista da literatura britânica.

Os romances de Jane Austen são avassaladores. É romantismo na mais pura essência. Suas heroinas sofridas têm como redenção o amor vitorioso que supera barreiras e  dificuldades.

Eu adoro Jane Austen! Sou fã do amor romântico! Faço apologia do romantismo e não acredito numa vida sem romance, ainda que de forma idealizada, como os imortalizados pela imaginação fértil da minha querida escritora inglesa.

Movida por essa convicção e por costumar seguir minhas emoções, produzo versinhos bestas, contos água com açúcar, literatura simplória e, como qualquer autor, recebo algumas críticas e um dia desses o comentário redigido por uma leitora, a quem preservo o anonimato, me calou fundo. Após ler meu verso REFÚGIO (reproduzido ao final deste texto), ela escreveu: “romântico demais para os amores de hoje, mas inspirador para os poucos românticos que ainda existem.”

E eu me peguei pensando sobre que tipo de amor estamos vivenciando.

Longe de mim pretender filosofar ou teorizar sobre o amor, mas o comentário da leitora me fez refletir sobre a maneira pela qual expressamos o nosso amor.

Os amores são diversos! Amor companheiro, amor platônico, amor compaixão, amor unilateral, amor materno, fraterno e tantos outros sempre levando as pessoas a se unirem, a formarem lações afetivos importantes, a se completarem e a amarem, simplesmente!

Mas em se tratando do amor em que os componentes do desejo, da sexualidade, da atração, da afeição e do cuidado e trato recíproco estão presentes e é vivido por duas criaturas ocidentais, com o agravante do ardor passional latino no nosso caso, pensar nesse tipo de amor sem uma pitada de romantismo que “alimente” essa ligação emocional e proporcione a manutenção da chama viva, me passa a nítida sensação de se transformar o dia a dia da relação a dois num contrato burocrático de convivência cordial e amigável.

É natural inconcebermos nos dias atuais o amor romântico de Tristão e Isolda, Romeu e Julieta e outros tantos retratados pelo cinema, teatro ou literatura, assim como também é esperado, de forma salutar,  que não se deposite no romantismo a única esperança de viver relacionamentos verdadeiros ou de se viver de bem com a vida.

Contudo, de forma consciente e sem priorizar a ilusão, o permitir um pouco de romance, é inegável, faz um bem danado à relação.

Muito além dos clássicos por do sol na beira da praia e jantarzinho a dois no aniversário, o exprimir sentimento em pequenas doses homeopáticas no cotidiano, para o outro, para si mesmo ou para o universo, tem efeito inimaginável no quão profundo o prazer de estar vivo é capaz de atingir.

O romantismo pode ser considerado cafona, o romântico pode ser encarado com um “pagador de mico”, o romance pode, como disse a leitora, “ser demais para os amores de hoje”, mas eu continuarei a empunhar a bandeira da expressão romântica e a acreditar que sem ela o amor, seja ele qual for, corre o risco de ser posto à beira de um precipício profundo e tenebroso.

 

REFÚGIO

Se a noite é fria e escura

é o abrigo de seus braços

que aflora minha ternura

que acalenta meu abraço.

 

Se a tarde é úmida e quente

é o frescor do seu sorriso

que ameniza meu martírio

que me eleva ao paraíso.

 

Se o dia é claro e ensolarado

é o bafejo de seu hálito doce

que emana brisa em melodia

que pulsa precoce euforia.

 

Se a manhã é sombria e tardia

é a chama viva do seu olhar

que irradia minha alegria

que enobrece meu caminhar.

 

Se o amanhã é dúvida incerta

é o fervor de sua coragem

que traça o rumo da viagem

que conduz à estrada correta.

 

Téia Camargo – fev/17

Transcorreu em clima de muita alegria e emoção o lançamento do livro AQUI ENTRE NÓS, de Téia Camargo, escritora da coluna “comportamento” do blogFV.

O título é uma coletânea de crônicas de Téia Camargo publicadas no período de 2014/2015 e, conforme palavras da Dra. Fabiana na introdução do livro, “disserta com grande sabedoria assuntos referentes ao nosso dia a dia e que fazem do nosso blogFV um espaço de encantamento para milhares de mulheres que nos seguem.”

O prefácio primoroso da escritora ROSA LEDA ACCORSI GABRIELLI, presidente da Academia Bauruense de Letras e membro da União Brasileira de Escritores, destaca: “Crônica é corrida contra o tempo. Cronos, tempo, atualidade. Nem todos podem ser cronistas. Téia é…e das boas. A publicação num livro torna sua crônicas menos efêmeras, desvincula-as da internet, torna-a mais reais (e menos virtuais). A publicação foi uma ótima ideia. “

Cercadas por amigos, familiares, leitores, demais colunistas do blogFV e seguidores das redes sociais, Téia Camargo e Dra. Fabiana Valera autografaram exemplares, distribuíram abraços calorosos aos que lá estiveram,  divertiram-se, emocionaram-se e tiveram uma tarde de autógrafos inesquecível no dia 8 de janeiro na livraria argumento do Rio Design Barra.

E “AQUI ENTRE NÓS” que era apenas um sonho distante, materializou-se para a posteridade, colaborando na consolidação do blogFV como um veículo de “papos de meninas” com novidades do mundo da moda, fitness, beleza, comportamento, viagens e muito mais.

Acompanhem Téia Camargo e Dra. Fabiana Valera no facebook e visitem o blogFV.

www.facebook.com/DraFabianaValera

www.facebook.com/teiacamargoescritora

blogfv.com.br

Ruth não falava em outra coisa que não fosse detalhar os preparativos do almoço que recepcionaria a jovem candidata à nora.

Qualquer pessoa que por qualquer motivo se dirigisse a ela, não escapava de ver na tela de seu celular a foto da bela e magérrima loira que havia conquistado o coração de seu único filho.

Empenhada em impressionar bem, Ruth tratou de se aconselhar com as amigas da academia, incluindo a minha pessoa, sobre qual comida servir, já que havia sido previamente alertada pelo apaixonado rapaz de que sua namorada era vegetariana.

Diversos palpites depois, foi elaborado um cardápio leve, sofisticado e nutritivo.

Tudo pronto para o grande dia, o casal de pais não escondia a ansiedade e não via a hora de conhecer aquela que haveria de ser a mãe de seus netos.

O almoço foi, de fato, um evento inesquecível, embora longe de  agradável, pelo que nos contava na manhã da segunda-feira seguinte uma exasperada Ruth, o rosto vermelho, a camiseta de malha ensopada de suor, bradando aos quatro cantos a desfeita pela qual ela e o marido haviam passado.

Família e convidada reunidos, na mesa uma fantástica lasanha de beringela fumegando, acompanhada pela bela e colorida  salada de folhas e grãos e na cozinha, aguardando o momento da entrada triunfal, a dourada sobremesa de banana caramela acompanhada pelo sorvete mais caro do mercado.  Nada disso foi suficiente para impedir que a moça puxasse da bolsa uma marmita e ali, em plena sala da família, traçasse uma misteriosa gororoba que havia trazido de casa, sem ao menos ter passado o conteúdo do potinho de vidro para o prato de porcelana fina que a dona da casa havia desenfurnado do armário.

Olhos marejados, a consternação de  Ruth conseguiu chamar a atenção de todos os frequentadores da academia que, discretos, largaram seus aparelhos para ouvir o descalabro.

As amigas mais próximas se entreolhavam horrorizadas, alguns desconhecidos balançavam a cabeça em negativo enquanto outros, aos cochichos, ensaiavam uma defesa a favor da agora ex-nora, até que Ruth explodiu para a rodinha de público que se formara ao seu redor: “Me digam, minha gente! Por que essa menina fez essa grosseria conosco?”

E então, atrás de nós uma voz grave respondeu: “Vai ver ela sofre de ortorexia.”

Um silêncio de espanto tomou conta do ambiente e todas as cabeças se voltaram para o senhor grisalho que tranquilamente secava o suor da testa com uma toalhinha branca.

A partir dali ninguém mais ligou para dar continuidade ao treino.

A pequena turma se acomodou como pode por cima dos colchonetes e equipamentos atenta a ouvir a explanação do endocrinologista sobre a tal da ORTOREXIA, um transtorno alimentar recentemente diagnosticado, que surge quando a pessoa se torna obsessiva quanto aos padrões daquilo que come.

Mario, nosso amigo médico, explicou que ao contrário das conhecidas anorexia ou bulimia, nesta nova modalidade a pessoa come, mas fica tão obcecada com a qualidade, as calorias, os nutrientes e as vitaminas da composição daquilo que vai ingerir que todos os seus pensamentos ficam ocupados o tempo todo com a dieta.

O termo ortorexia, disse, é de origem grega – “orthós” significa correto e “orexsis”, fome – e foi criado pelo médico americano Steven Bratman, autor do livro Health Food Junkies (algo como Viciados em Comida Saudável.)

“A pessoa que desenvolve ortorexia só consegue ingerir alimentos saudáveis e assim mesmo após checar a informação sobre o conteúdo nutricional de cada elemento. Abominam qualquer coisa que não esteja na sua lista particular de “permitido”, lista essa, construída por ela mesma.

A alimentação saudável, uma regra a ser seguida por qualquer pessoa sensata e preocupada com a saúde, na ortorexia alcança patamares de intransigência a ponto de  a dieta da pessoa se tornar tão restritiva que sua vida social passa a ser afetada por esse comportamento.

Em geral o indivíduo que desenvolve ortorexia se ocupa quase todo o tempo com a questão alimentar,  preocupando-se tanto com tudo o que diz respeito ao que vai mastigar ao longo do dia, que deixa de se concentrar em outras atividades e assim vai se distanciando dos amigos, da família,  perdendo  o foco do estudo ou do trabalho e o prazer da diversão, já que não desvia um milímetro sequer de sua posição radical para relaxar e aproveitar a vida de maneira mais leve.

Além da exclusão social, esses exageros também podem causar problemas de saúde, pois ao serem excluídos determinados grupos alimentares da alimentação cotidiana, a deficiência de nutrientes podem comprometer o bom funcionamento do organismo.

A hora foi passando e as pessoas concentradas na explanação começaram a ficar inquietas olhavando preocupadas para seus relógios, até que Ruth, num rompante, expressou o que devia estar passando  pela cabeça de todos os que ali estavam.

– Então, doutor, essa menina só pode ser ortorexa – e foi logo acrescentando – Isso tem cura?

Coração apertado, penalizada pela aflição de minha amiga, ouvi a resposta.

– Veja bem, Da. Ruth, eu não estou dizendo que a namorada do seu filho é ortorexa. Apenas acho, por tudo o que você relatou e que eu não pude deixar de ouvir,  que ela está emitindo alguns sinais compatíveis com esse distúrbio. O que mais me chamou a atenção na sua história foi o fato de ela não estar conseguindo comer o que não é preparado por ela mesmo. Esse é um detalhe importante a ser avaliado. O aconselhável, neste sentido, seria que ela procurasse um médico que, aí sim, com base em exames e  avaliação de seu  histórico de vida, poderá diagnosticar e prescrever o tratamento mais adequado que deverá  ser acompanhado por outros profissionais da saúde e contar com a participação efetiva da paciente para poder levar uma vida normal com a continuidade e eficiência do tratamento.

Os semblantes se animaram e Ruth sorriu, dirigindo-se aos frequentadores da academia: “Gente, vocês estão ouvindo isso? Ela não fez desfeita com a gente, não! Isso pode ser uma doença, coitadinha! Nem tudo está perdido! Nós vamos fazer o possível para ajudá-la!” e esfregava as mãos com ansiedade, acompanhada pelos olhares complacente dos colegas que se despediam.

O espaço foi esvaziando e enfim Ruth ficou sozinha no seu canto, ensaiando uma dancinha de felicidade ao descobrir que talvez seus netos possam ter os mesmos olhos azuis da menina linda que há pouco menos de uma hora ela havia praticamente descartado de sua vida.

Mais do que nos ensinar sobre Ortorexia, o gentil doutor nos deu uma lição de vida ao deixar claro que a moderação talvez seja o melhor caminho para a sensatez.

Pois, como já dizia o filósofo e pensador chinês Confúcio, que morreu antes da era cristã, “Quem se modera, raramente se perde”.

O que fazer quando as coisas não saem exatamente como se espera? Que direção tomar quando obstáculos começam a atravancar a caminhada? O que restará se tudo for por água abaixo?

Perdas, decepções, erros de estratégia, acidentes ou infortúnios são adversidades que podem se abater sobre nós a qualquer momento e para as quais, em geral, não estamos preparados para lidar.

Nosso cotidiano corrido e atribulado pouco colabora no sentido de nos levar à reflexão, ao menos de vez em quando, sobre o fato de que todos nós, sem exceção, estejamos sujeitos a mudanças bruscas inesperadas, capazes de causar consequências inimagináveis em nossas vidas.

Assim, sem muito pensar ou preocupar, seguimos vivendo até o incômodo momento em que uma intercorrência qualquer nos leva à pergunta: E agora?

Nessas horas, a existência de uma alternativa tranquilizadora capaz de nos fazer enxergar uma “luz no fim do túnel” e transmitir um pouco de segurança e confiança pode servir como tábua de salvação e livrar do completo naufrágio, seja ele emocional, financeiro ou profissional.

Esse projeto alternativo também conhecido como “plano B”, no entanto, não se limita, necessariamente, a coisas ruins.

Pode ser um sonho acalentado, pode ser a descoberta de um potencial ou pode surgir por mero acaso, numa daquelas ocasiões em que, com um sorriso no rosto, nos damos conta do porquê não ter pensado naquilo antes.

Faltando alguns meses para me aposentar, uma amiga me questionou: “Por que você vai parar de trabalhar? Ainda é jovem para ficar em casa sem fazer nada”!

O que minha amiga não sabia, ainda, é que há tempos eu vinha me preparando para me dedicar à escrita como forma de me sentir viva e produtiva após a aposentadoria. Escrever era o meu “plano B”. Uma nova opção de vida a ser adotada após o rompimento dos vínculos que por mais de três décadas me mantiveram ligados à carreira profissional.

Independente do momento pelo qual se está passando, seja uma aventura, uma tragédia, uma expectativa, uma perda irreparável ou uma tomada de decisão, estar de posse de um “plano B” é estar preparado para o que der e vier. Elaborá-lo requer paciência, tempo e organização para que a construção dessas ideias, que podem ou não ser postas em prática, alcancem o objetivo definido.

Não está bom? Reveja! Não está gostando? Repense! Quer um pouco mais? Batalhe! Deseja novos ares? Invista! Uns quilinhos a menos? Planeje! Seu sonho de consumo? Lute!

“Plano B” existe para isso. Para ficar ali, guardadinho numa gaveta do coração, amadurecendo, pronto para entrar em cena ou para ser arquivado em definitivo no caso de não ser preciso ou de não se querer utilizá-lo.

Eu construí minha vida pessoal e profissional em cima de “planos B”. Sempre prontos e preparados para me auxiliar.

E não sou só eu que faço isso, não.

Imaginem vocês, que a produtora de filmes do ator Brad Pitt se chama “Plano B”. Pois é, eu e ele temos essa alguma coisa em comum! Apostamos em “planos B”!

Ultimamente, no entanto, eu andei um pouco decepcionada com ele, pois soube que ao receber a estatueta do Oscar, ainda sob o impacto da premiação de melhor filme como produtor, o ator-produtor-bonitão declarou: ”Eu não sei onde vou colocar. Eu nunca achei que eu fosse levar um para casa, então eu não pensei nisso com antecedência”.

Como não, Brad? Cadê seu “plano B”, rapaz?

Téia Camargo

Pertinho de São Paulo, não muito longe do Rio de Janeiro e do “ladim” de Minas Gerais, a cidade de Campos do Jordão é o local perfeito para quem precisa descansar, para quem curte uma boa badalação ou para os apreciadores de belezas naturais que no caso de Campos, como a cidade é chamada na intimidade, são de uma extravagante abundância.

E se você imagina que Campos do Jordão é sinônimo de luxo e ostentação e seus frequentadores são pessoas esnobes e requintadas, tenho um segredinho para te contar: essa “Campos do Jordão” estampada nas capas de revistas de celebridades com famosos exibindo looks caprichados ou beldades anônimas usufruindo seus cinco minutos de fama, é uma versão criada pelos marqueteiros de plantão.

Não caia nessa conversa!

Visite a cidade sem pudor, sem preconceito e sem se deixar intimidar!

Ela é adorável, acolhedora e tão gentil que até se presta ao papel de tornar-se um reduto de ostentação e exibicionismo durante a temporada de inverno, mas como todo generoso, não abre mão de suas origens e por isso, enquanto o glamour desfila pelo famoso bairro do Capivari, no auditório municipal acontece o importante e imperdível Festival de Inverno Internacional, o maior evento de música erudita da américa latina.

IMG_6227   IMG_6222 (1)

Campos tem opções de hospedagem e atrações para todos os gostos, idades e bolsos.

Da pousadinha humilde ao luxuoso hotel estrelado, o pernoitar em Campos do Jordão tem alternativas para cada orçamento e há quem suba a serra apenas para passar o dia, almoçar num de seus bons restaurante ou divertir a garotada nos variados centros de lazer que contemplam passeio a cavalo, arborismo ou outras atividades, como a patinação no gelo, mesmo nos meses do verão.

O comércio é variado e as vitrines estão repletas de manequim vestidos com chamativos gorros, cachecóis, toucas e grossa roupagem, ainda que seja verão nos trópicos. Portanto, se você não mora num local onde faça frio por mais da metade do ano, seja comedido nas compras desses acessórios e pense duas vezes antes de se empolgar com tanta coisa bonita e atraente.

No caso de a grana estar curta ou você não ser um consumista inveterado, Campos pode lhe proporcionar um passeio a pé pela cidade observando o casario de estilo suíço e seus belos jardins, uma bela caminhada pelas inúmeras trilhas espalhadas pelo entorno da cidade, um banho de cachoeira, uma volta pelo trenzinho que percorre as encostas da serra ou lhe permitir se deixar levar pela preguiça ao dedicar um momento “relax total” numa de suas inúmeras cafeterias e chocolaterias, sem preocupações, correrias ou obrigações.

IMG_6218 (1)   IMG_6221 (1)

A única coisa certa da viagem a Campos do Jordão é que você não escapará de voltar para casa com uma “selfie” na bagagem, feita em frente ao relógio de rua registrando a baixa temperatura local que, no rigor do inverno, pode marcar temidos ou idolatrados graus abaixo de zero. Essa é para “bombar” nas redes sociais. Eu garanto!

Para os casais, Campos é o mais puro romantismo, mas sobre isso eu abro mão de sugerir o que fazer por lá, por acreditar que compete a cada um descobrir por si a melhor forma de expressar a afeição. Só, minha gente, que preciso comentar com vocês sobre o imenso poder que uma fondue à luz de vela possui no que se refere a turbinar uma paixão. É coisa de se pensar e levar em consideração!

No caso de você, que está lendo este texto, conhecer bem a cidade, mas faz tempo que não aparece por lá, a novidade é que as ruas do centrinho do bairro Capivari, endereço de lojas de artesanato, de marcas sofisticadas e da famosa cervejaria para onde todos se dirigem “para ver e ser visto”, transformaram-se num complexo de calçadões para uso exclusivo dos pedestres.

Ficou maravilhoso! Nada de carros competindo espaço com transeuntes, nada de estacionamento no meio da rua, nada de motos ruidosas acelerando no calcanhar dos passantes e nada de “engarrafamento de gente” se acotovelando pelas calçadas estreitas tomadas pelos veículos. Os bares e restaurantes ganharam mais espaço, as fachadas foram revitalizadas e a impressão que se tem é que tudo ficou mais bonito.

Uma faceta nova que agradou em cheio aos comerciantes e mais ainda aos turistas que ganharam em segurança, tranquilidade e conforto para um perambular agradável, do qual os moradores das grandes e violentas cidades desse país, andam sentindo muita falta.

Campos do Jordão

Campos do Jordão tem muito mais a oferecer do que isso que eu consegui descrever no texto, mas para criar o seu roteiro favorito é necessário que desvende a cidade e construa a sua lista de encantos pessoais.

Quando isso acontecer, por favor, não deixe de nos contar suas impressões e suas dicas imperdíveis.

Eu e os leitores do blog adoramos novidades e ficaremos muito felizes se você compartilhar conosco algumas informações.

Téia Camargo