As novas formas de se relacionar têm despertado a atenção e trazido à tona novas racionalizações para se pensar o verbo “relacionar”. Namoros à distância, casamentos pela internet, aplicativos para conhecer potenciais parceiros, e novas configurações familiares, tem sido algumas mudanças do nosso tempo para definir esta palavrinha.

Sabemos bem que os tempos mudaram, o tempo é bem mais rápido e não temos a mesma concepção de romance romântico que tinham os nossos avós e antepassados. A geração contemporânea tende a desmistificar os sentimentos com facilidade e praticidade, será que as novas formas de relacionamento, por vezes efêmera, tem sido prejudicial?

A liberdade é bem citada em alguns casos, as pessoas gostam de ir e vir entre pessoas com mais mobilidade, casa-se mais tarde, mora-se junto antes de chegar até o cartório ou a igreja. A mulher é bem mais independente, seu papel na sociedade é outro. E os homens estão se adaptando aparentemente a essa nova ideia muito bem. Porém, em meio a toda a esta dita modernidade, no Brasil, nos deparamos com uma construção social ainda machista, desigual, e este não é o foco desse texto, a discussão sobre a igualdade entre os sexos pode ficar para outro dia…

O fato é que tenho escutado ponderações sobre se essa modernidade está trazendo felicidade no contexto atual. Ela trouxe grandes mudanças na maneira de como “nos arranjamos”, melhorou a vida de algumas pessoas até, percebemos que ninguém é insubstituível, mas não podemos esquecer o quanto é importante ter alguém ao lado para dividir as coisas bobas do dia-a-dia. Assistir um filme sozinho hoje pode parecer uma atitude natural ou até mesmo um reflexo da independência, mas será que estamos nos tornando introspectivos? Querendo uma pessoa igualzinha a nós mesmos para dividir? Intolerantes talvez…

As mulheres não esperam mais o príncipe encantado e os homens não querem mais uma moça prendada que saiba cuidar da casa e queira viver somente para isso. Queremos alguém e queremos para ontem, se o outro vacilou, passe para a esquerda! Tudo é muito mais fácil e conveniente, sim, isso é muito bom, nos deixa mais livres para ESCOLHER. E o que queremos escolher nesse mar de opções disponíveis?

O encantamento dura menos tempo, é mais racional, emoções são deixadas de lado. Uma ligação telefônica reina como a forma mais pessoal de se alcançar a outra metade. Somos muito complexos, e isso é maravilhoso. Parte desta complexidade vem sendo perdida.

O grande desafio dos relacionamentos modernos é adaptar-se a complexidade e multiplicidade das características presentes no humano, e ao tempo necessário que se precisa para cair de amores por ela!

Beijos e até logo,

Luiza.

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