Poucos sabem, mas o consumo daquele churrasco suculento no fim de semana pode elevar em muito as chances de desenvolvimento de câncer. Isto ocorre devido à formação de compostos nocivos chamados hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (ou HPAs) que ocorre no processo de cocção da carne exposta diretamente à chama. Existem mais de 100 tipos diferentes de HPAs na natureza, sendo alguns deles comprovadamente cancerígenos, como o benzo(a)pireno, capazes de interagir o DNA humano e interferir na reprodução celular.

São produzidos a partir da queima incompleta de materiais orgânicos, exatamente o que ocorre durante a produção do churrasco: o sangue e a gordura que pingando no carvão quente contribuem para a formação dos HPAs na fumaça e a carne então é cozida em meio a estes compostos tóxicos. O mesmo ocorre no caso de carnes defumadas, já que elas sofrem processo similar na indústria. O problema ocorre quando estes compostos são ingeridos e metabolizados por nossas enzimas, gerando metabólitos reativos que se ligam à molécula do DNA e provocam mutações capazes de desencadear a doença. Estudos científicos relacionam o excesso do consumo de carnes grelhadas, grelhadas no carvão e defumadas com o aumento da incidência de câncer no trato gastrointestinal, especialmente o câncer de colorretal. O ideal é evitar ao máximo as idas à churrascaria e deixar para comer só em eventos e aniversários para não ser antissocial.

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