Vida frenética essa a que levamos, concordam?

Muita coisa para fazer, muita conta para pagar, muito aborrecimento para enfrentar e pouco tempo para pensar em nós mesmos, para usufruir de um momento de reflexão ou para dar uma pausa em tudo, daquelas que nos restabelecem o ânimo e a disposição.

É assim a rotina da maioria das pessoas com as quais convivo.

Ninguém mais tem tempo para nada, a não ser tentar cumprir uma agenda mínima, na qual estão incluídas todas as obrigações, compromissos e interesses.

É tarefa doméstica tentando não colidir com o horário da aula de inglês do filho; é o horário da manicure que está quase encostando no daquela reunião importante; é o tempinho a mais de sono que está sendo empregado no trânsito caótico; é a inevitável compra do supermercado roubando algum programa de lazer no domingo de manhã e, como se não bastasse tudo isso, quando o fim de ano se aproxima, céus, aí a coisa complica, com as inúmeras confraternizações e amigos secretos, ocultos e fortuitos.

Diante desse assoberbamento temporal no nosso cotidiano, aquele momento preciso de respirar fundo, fechar os olhos e não pensar em mais nada fica parecendo coisa de novela das oito, em que a mocinha sofrida, está sempre suspirando placidamente aboletada no sofá, derramando suas lágrimas numa caminhada no parque ou lamentando suas agruras pegando sol à beira de uma piscina refrescante.

Mas aqui é vida real!

Sejamos realistas, pois, mas nem por isso deixemos de dar um pouco de atenção a nós mesmos e por mais “enrolada” que você seja, tire apenas 1 minuto dos 1.440 que a jornada diária possui, feche os olhos e conecte-se consigo mesma. Sintonize-se com o seu eu.

A rotina é cruel! Ela adora nos fazer esquecer quem somos, trabalha para que abandonemos nossos sonhos, esforça-se para reprimir nossos desejos e, se deixarmos, vai nos afastando de nossa essência.

Um minuto! Só um minuto!

Não tem nada a ver com meditação. É sobre interiorização que estamos falando.

Um minutinho precioso que coloca você no momento atual, deixando claro que o passado já foi e que o futuro, que ainda não aconteceu, pode depender muito das ações e reações do agora.

Exatamente esse agora que nem percebemos a existência e que, ressentido, vinga-se de nós, não nos deixando observar, escutar, ponderar, respirar profundamente e se perguntar: vale a pena? Devo? Posso? O que eu ganho? O que eu perco? Avanço? Regrido?

Esse minutinho também serve para você se elogiar, repensar, dar uma boa bronca no seu eu ou rir sozinha daquela bobagem dita ou feita. Você é quem decide o que fazer com ele quando estiverem sozinhos.

Você e o seu minuto de silêncio. Só os dois!

Cumplicidade absoluta. Intimidade total. Sigilo garantido.

Tentador, não é mesmo?

Agora, me dê licença que eu vou lá aproveitar o meu.

Téia Camargo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *