Eu digo que amo para os meus amigos, cachorros, marido, parentes, e vou dizendo e amando por aí, sem a menor cerimônia, na maior cara de pau.

Ainda que o consagrado “Eu te amo” hollywoodiano por um lado tenha banalizado a expressão e por outro tenha feito com que muita gente morra de medo de se comprometer, declarar o sentimento, externar o carinho, vociferar a admiração faz um bem danado. Para quem declara e para quem recebe.

Daí vocês poderão argumentar: ah! Mas eu provo que amo todos os dias através dos meus atos e atitudes e não preciso ficar falando porque fulano (a) sabe disso e tem certeza do meu amor.

Pode até ser que saiba, sim. Mas qual o problema de falar? Garanto que esse tal fulano (a) vai gostar muito de ouvir e mesmo que sua demonstração de apreço seja o compromisso diário de lavar a louça do jantar e ainda fazer as compras do supermercado e guardá-las em seu devido lugar quando chegar a casa é melhor falar, só para garantir.

O comum é deixarmos para verbalizar nosso amor apenas em momento críticos, em situações especiais, boas ou ruins ou naquelas horas em que deixar de dizê-lo pega muito mal, ou seja, é quase uma obrigação.

Minha gente, vocês não precisam se declarar para o chocolate, o leite condensado ou o bolo de fubá da sua avó, mas se amam um ser vivente, digam isso em alto e bom som de maneira desavergonhada, despudorada.

Chega de reprimirmos abraços, de economizarmos beijos, de sonegarmos afeto.

Vamos dar um basta nessa repressão de sentimentos.

Afinal, qual o motivo de tanta vergonha? Que o outro vá lhe interpretar mal? Que o outro conheça sua sensibilidade? Que você exponha sua fragilidade emocional?

A gente deveria ter vergonha é de andar se xingando, se destratando e se desamando.

Diga “eu te amo”! Antes que seja tarde. Antes que seja inútil.

Aprecie o outro sem moderação.

Téia Camargo

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