Olá, queridos leitores!!

Desejaria compartilhar nesse post dessa semana sobre algo que está presente em nosso dia a dia e que, se soubermos como manusear, será uma grande ferramenta em nossos relacionamentos.

Inicialmente a comunicação entre os membros de uma família é considerada, por diferentes autores, como um dos fatores mais decisivos na determinação da saúde emocional de qualquer grupo familiar. Como exemplo, desejaria citar Bateson, que coloca que a comunicação se processa a partir de pelo menos dois níveis básicos. O primeiro seria o que ele classifica de relato, e o segundo seria o nível de ordem ou de comando.

Temos então, que ambos os níveis estão presentes em qualquer comunicação. O nível do relato, que transmite o conteúdo da mensagem, enquanto o nível de comando irá revelar como essa comunicação deve ser entendida (metacomunicação).

A comunicação passa a ter interrupções, quando essa se torna incongruente gerando a interrupção. Como exemplo, desejaria citar duas situações: Primeiro, quando, numa mensagem, os níveis de relato e de ordem não se reforçam mutuamente, ou seja, um nega ou contraria o outro; ou, ainda, quando diferentes mensagens emitidas e relacionadas a um determinado tema se contradizem mutuamente.

É importante citar, que nas relações afetivas essa é uma das tarefas mais difíceis. De modo geral, os relacionamentos envolvem sempre projeções, distorções, racionalizações, falas, escutas e leituras equivocadas e mal interpretadas.

É muito habitual falarem que falamos o que não falamos, falar que fizemos o que nunca fizemos e, não raro também, podemos ouvir o que não falaram e ver o que nunca na realidade existiu. Isso tudo porque não escutamos com os ouvidos, não enxergamos e nem percebemos com os olhos e não comunicamos apenas através das expressões verbais. Lemos e interpretamos os fatos, a fala, o olhar e o comportamento do outro, a partir das lentes de nossas experiências, memórias e feridas. Porque na verdade, somos grandes intérpretes da nossa própria experiência de vida. Pois não vemos as situações e a realidade de como, de fato, elas são, mas como enxergamos por nossa própria lente, que por muitas vezes pode vir a estar embaçada ou quebrada.

Espero que esse post possa vir a nos ajudar um pouco a refletirmos de como anda as nossas lentes e de como podemos limpá-la para que possamos nos relacionar, cada vez mais, de forma saudável.

Ellen Cristi.

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