Queridos leitores, ainda em homenagem ao nosso mês da mulher. Trago um tema, em nosso post de hoje um pouco diferente do meu habitual, para que nós mulheres, possamos para refletir sobre algo que pode ser um grande detonador para a nossa autoestima.

Nos dias atuais, é muito raro encontrarmos uma mulher que não tenha passado pelo embaraço de se sentir invadida de maneira verbal, ou mesmo de forma concreta, por um desconhecido. É tão usual as mulheres virem a ser assediadas, que chega a parecer inevitável e esperado, porém, certas cantadas não fazem com que uma mulher se sinta mais bonita, e sim, desvalorizada e agredida.

É importante citar que, muitas das vezes, parece inofensivo a quem vê num primeiro momento, mas a intenção não é iniciar um relacionamento, e sim, de tratar um indivíduo como se fosse um objeto. Através de olhares, assobios, palavras de baixo calão, comentários sobre o corpo, pedidos invasivos, gestos e mesmo tocar ou apalpar o corpo da mulher sem o seu consentimento, ao invés dela se sentir lisonjeada – como pensam alguns, faz com que a mulher se sinta violentada e agredida, pois violam a intimidade a que todos tem direito.

Sendo então, iniciam-se os questionamentos como procurar em si mesma algo que justifique: será que a roupa é curta ou justa demais? É por que estou usando um decote? Estava andando de forma provocativa?  Esses meros pensamentos já são uma forma de violência contra a mulher.

Não há como citar que é a famosa cultura do estupro, que enfatiza a culpa da vítima pelo abuso inadmissível ao qual passam e que é absorvido pelas próprias mulheres, que passam a evitar determinados contextos e atitudes, como se os espaços públicos fossem dos agressores e tivessem que respeitá-lo para não sofrer as consequências.

Conclui-se que um elogio pode fazer muita diferença para a autoestima de uma pessoa, porém deve-se ficar claro que há uma linha tênue entre o elogio e a violação da intimidade. Se faz necessário, campanhas para alertar que cantadas e atos obscenos contra a mulher são crimes, e que as vítimas devem denunciar. É preciso compreender que esse é um comportamento ensinado e por isso a educação deve vir de casa e dos modelos que uma criança tem em sua vivência.

Beijos e até o próximo post!!!

Ellen Cristi

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.