Queridas leitoras, em homenagem ao dia das mães compartilharei com vocês a entrevista de uma querida amiga, que nossa amizade iniciou na adolescência. Acompanhar sua trajetória como mulher e mãe tem sido uma grande honra. Então vamos lá conhecer a trajetória dessa mulher que desempenha sua função de mulher, mãe, esposa e filha com grande maestria.

Antes de descobrirmos quem é essa mamãe conectada, vamos pesquisar um pouquinho mais sobre sua história:

Dos anos vividos nos Estados Unidos e Canadá, surgiu a paixão pela língua inglesa, levando-a, posteriormente, ao ensino do inglês em cursos e aulas particulares. Formada em Direito, com especialização em Business Law, atuou em grandes escritórios de advocacia no Rio de Janeiro-RJ, como Machado Meyer e Felsberg, bem como na Light Serviços de Eletricidade S/A. Foi membro da Comissão de Estudos de Energia Elétrica da OAB/RJ, tendo publicado artigos em livro, sites e no jornal Valor Econômico.

1 – Como a experiência da maternidade mudou a sua vida?

O primeiro impacto da maternidade em minha vida foi no nascimento do meu primogênito. Mesmo sem saber, querer ou imaginar, meu filho me tornou uma pessoa mais madura, e me fez ir atrás de mais conhecimento e informação para poder atendê-lo (afinal, filho não vem com manual de instrução). Ele fez com que eu buscasse ser uma pessoa melhor, em todos os sentidos, já que o testemunho que damos é mais importante e impactante para nossas crianças do que aquilo que ensinamos por meio de palavras. Eu me desdobrava como podia para conciliar trabalho com família, mas havia decidido não ter mais filhos já que não vislumbrava a possibilidade financeira e até emocionalmente de atender a uma outra criança. Até que Deus resolveu nos surpreender com uma nova gravidez. A minha segunda filha trouxe outras (e grandes) mudanças em minha vida. Logo no início dessa gravidez quase a perdi, devido a um descolamento de placenta e por esta ter descido também. Foi preciso ficar a gravidez inteira deitada na cama. E esse tempo me fez refletir sobre minhas prioridades. Eu trabalhava muito pois queria dar o melhor ao meu filho. Mas comecei a entender que “o meu melhor” não precisava ser o que poderíamos usufruir materialmente (uma excelente casa, o melhor colégio, viagens, etc.), apesar de sua importância. Meus filhos precisavam mais! Precisavam de mim! Com o apoio do meu marido larguei um emprego no qual era bem paga e também reconhecida (acabara de ser contemplada com uma pós graduação) mas que tomava muito o meu tempo. Passei a me dedicar mais aos meus filhos, e vi a diferença. Mas quem mais aprendeu e ganhou com toda essa experiência fui eu mesma. Não tem salário, pós graduação, reconhecimento ou status que possam substituir os abraços, sorrisos e palavras de gratidão dos meus pequenos, ou pagar o preço da minha presença nos eventos da escola (nos quais eu antes não podia estar). Tudo na vida deve ser considerado de acordo com a sua prioridade, e a maternidade é uma delas. O resto a gente corre atrás no seu devido tempo e momento!

Mamae conectada

2 – Quais foram as experiências que te impulsionaram a criar seu blog?

Sempre gostei de cozinhar e servir bem as pessoas que recebo em minha casa, ainda que dentro de minhas limitações, e isso aprendi com a minha mãe e avós. E por estar em casa, passei a realizar brincadeiras com as crianças que envolvesse a criatividade e a imaginação delas, bem como a pedir sua ajuda na cozinha. Eu sempre compartilhava esses momentos nas minhas redes sociais com o intuito da família, que mora longe da gente, poder acompanhar o desenvolvimento e crescimento das crianças, ou para mostrar à minha mãe e avós que nós havíamos feito alguma de suas receitas. Como passaram a surgir alguns questionamentos sobre como fazer isso ou aquilo, qual seria a receita desse ou daquele bolo, e assim por diante, a criação de um blog no qual eu pudesse compartilhar melhor essas experiências, de forma mais detalhada, foi algo que surgiu de forma natural em meu coração. O conteúdo é voltado à troca de aprendizagem e experiências, e eu amo justamente quando as pessoas dão ali suas opiniões, mandam fotos do que conseguiram fazer com base em alguma inspiração que viram ali (e olha que muitas vezes me enviam coisas ainda mais delicada e bonita do que as que eu apresentei e acho isso o máximo!). Há também conteúdos que não têm relação direta com a cozinha ou com as crianças, mas que acabaram sendo inseridos ali por fazerem parte de um cotidiano da minha vida que me pareceu importante compartilhar a fim de edificar outras pessoas e, como disse anteriormente, trocar experiências. Isso sem mencionar as diversas e variadas contribuições de amigas com outras receitas, dicas de beleza (Coluna da Ana Portinho) e de moda (Coluna da Crica Mesquita), com as quais eu também aprendo demais!

3 – Quais são as experiências do cotidiano que lhe inspiram a serem compartilhadas no seu blog?

Minha maior intenção é ser bênção na vida das pessoas que leem o blog. Na vida podemos (e devemos) tirar aprendizado de tudo o que acontece conosco, então busco compartilhar dicas, informações ou reflexões que para mim foram importantes em algum momento e que eventualmente acrescentem algo a alguém que esteja lendo o artigo publicado. Lembro que um dos primeiros artigos que publiquei na coluna de bate papo (“Téte-a-téte”) do blog foi uma experiência negativa que tive com um senhor de idade, que foi extremamente rude e grosseiro comigo na escola das crianças, devido a elas terem batido (sem intenção) a porta do meu carro na lataria do carro dele ao saírem correndo para entrarem em sala de aula. Eu chorei muito após entrar em meu carro, em choque, e isso me fez refletir, mais tarde, sobre como podemos, ainda que sem a verdadeira intenção, ser um grande peso emocional no dia de outras pessoas, mesmo as desconhecidas, em razão de “pequenos” atos, gestos ou palavras. Da mesma forma, podemos transformar para melhor o dia de alguém pelo simples dizer (sincero) de um “bom dia”, um agradecimento por uma presteza, dentre outras tantas outras simples e preciosas atitudes. Eu também acho importante poder usar essa ferramenta, que alcança tantas pessoas, para divulgar informações relevantes à sociedade, como foi o caso do câncer de mama durante o Outubro Rosa, ou sobre o autismo e a síndrome de down em março e abril, e até mesmo acerca do aumento da licença paternidade, dentre outras mais. Ainda há tanta dificuldade, preconceito e ignorância das pessoas acerca de assuntos tão delicados e de suma importância, que me vejo na obrigação (no bom sentido) de compartilhar a esse respeito, quando há a oportunidade.

4 – Como sua vida foi modificada depois desse compartilhar de suas experiências diárias através desse canal?

Receber o feedback de leitores dizendo o quão gostoso foi fazer uma determinada brincadeira com seus filhos, ou que uma certa receita do blog deu super certo e agradou ao paladar de toda a família, bem como o compartilhamento de reflexões ou ideias de suas rotinas é uma sensação muito gostosa e prazerosa! Faço questão de publicar no Facebook e no Instagram as fotos que me são enviadas! Saber que eu pude de alguma forma ajudar a tornar o dia de alguém melhor é a recompensa! Além disso, a necessidade de sempre publicar algo novo e diferente acaba me impulsionando a buscar mais novidades não apenas para o blog, mas principalmente para a minha família, que se beneficia com novas ideias, brincadeiras, receitas, dentre tantas outras coisas mais! Por fim, não podia deixar de mencionar que por meio do blog tenho a possibilidade de compartilhar mais do que eu “eu-mãe”. Posso não apenas mostrar, mas também desenvolver e expor o “eu-mulher”, “eu-dona-de-casa”, “eu-amante-de-leitura”, “eu-cristã”, “eu-advogada”, “eu-professora-de-inglês”, dentre tantos outros “eus” que fazem parte da minha pessoa, da minha personalidade e que extrapolam a maternidade em si. Afinal, independentemente do momento vivenciado, não podemos perder nossa essência e personalidade!

5 – Qual a mensagem que você gostaria de deixar para nossas leitoras, já que estamos nos aproximando ao dia das Mães?

Assim como aprendemos que não é legal e nem saudável comparar o desenvolvimento de nossos filhos com o de seus amigos e colegas da escola, precisamos entender que nós também não devemos nos comparar. Mãe nenhuma é perfeita, por mais que a mídia tente sempre apresentar esse modelo do que seria o ideal. Cada uma faz as coisas da forma que pode e entende ser o melhor. E essa é a essência! Que possamos sempre fazer o nosso melhor pelos nossos filhos sem que isso nos anule, sem a culpa de que poderia ser feito de forma ainda melhor. Trabalhar fora ou ficar em casa não é sinônimo de melhor ou pior mãe! O que importa é a qualidade no tempo em que mães e filhos passam juntos. Deixar o celular, o tablet e a televisão de lado para brincarem, cantarem e dançarem olhando uns nos olhos dos outros é necessário e essencial nos dias atuais! Não tente ser uma Super Mãe. Tente ser a melhor mãe que você pode ser dentro de suas limitações! Tenho certeza que aos olhos dos seus filhos (que é mais importante do que a sua própria visão de si como mãe ou de qualquer outra pessoa a esse respeito) você será a melhor mãe do mundo!

Michelle F. Rodrigues

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Beijos e até o próximo post!!

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